terça-feira, 19 de julho de 2011

Transei, e agora?


Transei, e agora?

Olhares se cruzam; a pequena chama está acesa. A conversa, a princípio inocente, vai dando lugar as carícias. O desejo, quase incontrolável, afogueia o corpo dos apaixonados. Agora, o segurar das mãos não é o bastante. Os abraços são seguidos de beijos longos e apaixonados. Como a intimidade não tem volta, ela é cada vez mais crescente, dominadora, exigindo mais, abrindo as portas do “jardim fechado”, revelando sensações adormecidas, até acontecer o que parece inevitável. Eles se entregam um ao outro. Os dois seres são arrastados pela torrente irrefreável do prazer. Eles chegaram a um ponto que parece impossível de voltar. Na verdade, neste momento, eles não querem voltar. Eles não pensam em nada a não ser neste momento. Possuídos pelo desejo, eles consumam o ato. De repente tudo acaba, eles voltam a realidade. Sobressaltados, eles nem sabem o que fazer. E agora?

Eles se ajeitam o melhor que podem. Sem conseguirem se encarar, eles correm para casa e se trancam no banheiro. Num banho demorado, ela tenta lavar o que não poder ser limpo com água. Não há como negar que o que sentiram foi algo extraordinário. Mas, se o que eles fizeram foi tão maravilhoso, porque um sentimento estranho e incomodo desassossega os amantes? Porque dentro deles uma pequena voz importuna a consciência? Porque, como Adão e Eva, eles também desejam se esconder? Porque é tão difícil encarar os pais no outro dia? Porque aquilo que foi tão lindo, agora parece tão feio?

Os namorados se evitam. Eles sabem que se ficarem a sós por uns minutos tudo vai acontecer outra vez. Depois da primeira vez exercitar domínio próprio é dificílimo. Muitas opções inquietam o dia seguinte. O que fazer? Continuar transando? Alguém pode descobrir e ainda tem o risco de gravidez. Terminar o namoro? Nem pensar, eles se amam! Casar como? Eles ainda têm a faculdade. Contar para os pais? Qual vai ser a reação deles? De jeito nenhum, os pais são uns quadrados; eles nunca vão entender. Procurar um amigo? Onde encontrar este amigo que vai manter o segredo e que tem uma palavra salvadora? Confessar ao pastor? E se ele levar o fato ao conhecimento da igreja? E se ele simplesmente excluí-los da igreja? Aí todo mundo vai ficar sabendo.

Seus argumentos são válidos e bem colocados. No entanto, dentro deles o desassossego permanece. Uma culpa crescente destrui-lhes a paz. Uma tristeza profunda aborrece os momentos que antes eram felizes. Um silêncio irritante os faz ouvir seus próprios pensamentos. E agora?
A decisão a ser tomada vai depender do quanto você está comprometido com Deus. Para quem vive sem Deus é muito normal transar. Eles simplesmente transam e pronto. A filosofia deles é: “viva e deixe viver”. Estas pessoas afirmam categoricamente. Nada é ruim se é bom para mim mesmo. Se engravidar faz um aborto e pronto. E daí se os pais descobrirem? Se der certo casamos, se não separamos! Minha consciência de nada me acusa! Não temos nenhuma satisfação a dar a sociedade! Cada um cuide da sua vida! Não dou o direito de ninguém se meter onde não é chamado!

Outras pessoas já conhecem a Deus, mas mesmo assim ainda não permitem que Deus controle todas as áreas de sua vida. Embora estas pessoas queiram fazer o que é certo, elas ainda continuam a fazer o que lhes agrada e domina. Elas procuram ter um relacionamento com Deus, mas elas vivem em altos e baixos. Conseguem não transar por algum tempo. Procuram a ajuda de Deus com veemência. Por alguns dias, elas conseguem vencer até caírem na mesma falta. As constantes quedas produzem cristãos fracos, raquíticos, anêmicos, com uma auto-estima doentia. Das duas uma, eles se conformam e continuam vivendo este tipo de vida ou se tornam hipócritas e aparentam viver aquilo que no fundo não vivem. Paralelamente a pública e supostamente santa vida cristã, eles vivem uma vida ambígua, deformada, e muitas vezes intolerante com o pecado os outros. Eles pecam, vivem como se não pecassem, e condenam os que pecam.

Existem aqueles que sinceramente querem andar com Deus. Por mais que eles tenham milhares de argumentos válidos para se autojustificarem, eles reconhecem que pecado é pecado. Eles não são nem mais nem menos pecadores que todos os outros. A diferença é que estes não querem permanecer no pecado. Para eles o pecado é um acidente de percurso. Eles pecam porque são pecadores, mas eles não sentem prazer no pecado. Eles reconhecem que só existe uma maneira de lidar com o pecado.

Transar todos querem! Que transar é bom ninguém tem dúvida! O que fazer depois? Eis a grande questão. Tudo vai depender de você. A atitude que você toma no dia seguinte é fundamental. É esta atitude que vai determinar o seu futuro e felicidade. Você pode simplesmente tapar a voz da consciência, usando para isto a muita ocupação, a diversão, os vícios, e desculpas esfarrapadas, ou até mesmo com uma nova transa. Entretanto, este modo de agir produzirá angústia e tormento. Somente uma atitude honesta, sincera, e responsável vai conduzir você a verdadeira felicidade.

Não tenham pressa. Seu maravilhoso e sublime momento de amor vai chegar. Esperem pela hora e pessoa certa. Não maculem seu futuro, carregando vida afora as marcas dos fantasmas do passado. Quando chegar o esperado momento, vocês descobrirão que ao invés de apenas transar, vocês estarão realmente fazendo amor, numa entrega por inteiro, sem traumas ou culpas, em completa e doce paz, casados e plenamente realizados.

Discipulado – 2º Parte

Discipulado – 2º Parte


CONSIDERAÇÕES SOBRE ALGUNS PONTOS
4.1 O vínculo do discipulado tem como base o amor. Não deve ser uma relação apenas de instrução ou autoridade, porém é algo muito maior: UMA AMIZADE. O discípulo deve gostar desta relação pela alegria de estarem juntos, de fazerem as coisas juntos, pelo propósito de Deus. Não pode ser algo constrangedor ou por obrigação.
Conferir os textos: Efésios 1.4; 3.17; 4.2,15; 5.2; Colossenses 2.2; 3.14.
4.2 Comunhão íntima – é compartilhar algo indivisível, a vida do Espírito Santo. É ter algo em comum, é ter interesses, propósitos e objetivos comuns. Traz aos irmãos uma consciência de grupo (Atos 2.42; 2 Coríntios 13.13).
É necessário estimular tempos de convivência social, como por exemplo comer juntos, tomar café, chimarrão, churrascos; praticar esportes e fazer passeios. Esta não é a comunhão mais profunda, porém produz um entrosamento, uma proximidade que retira as tensões e formalismos e abre o caminho para um relacionamento mais estreito.
Ajuda mútua, como colaborar na construção da casa de um irmão ou fazer reformas e mudanças; ajuda aos necessitados, a alguém que fica desempregado, doente. (A primeira ajuda é através do grupo, em segundo lugar solicita-se a ajuda da igreja, através da supervisão.)
Devem-se promover laços de amizade e verdadeiro companheirismo cristão, um ambiente de amor. À medida que os laços de amizade e de relacionamento tornam-se estreitos, adquire-se uma melhor consciência de si mesmo como grupo de discípulos em função do propósito eterno.
Relacionamentos estreitos autoridade: devemos buscar vínculos fortes, profundos e específicos, não nominais, mas verdadeiros.
Sem uma relação de autoridade e submissão é desgastante e desanimador querer levar os irmãos à obediência dos ensinamentos de Jesus.
Discipulado é uma aliança, um pacto, um compromisso de vida e de amor para formar e edificar Cristo Jesus no discípulo.
Discipulado é ser ensinado por outro, aprender para você mesmo e depois comunicar a sua experiência para outra pessoa.
A autoridade não se impõe: se ganha e se exerce.
Elementos indispensáveis:
  • Uma conduta exemplar;
  • Uma visão clara;
  • Firmeza nas convicções;
  • Uma sadia orientação para os irmãos.
4.3 Como fazer com que o discípulo confie em nós:
  • Devemos ter uma atitude de confiança em Deus e confiar mais e mais nele.
  • Viver aquilo que ensinamos, não sermos teóricos, mas práticos.
  • Não sermos imprevisíveis ou inconstantes.
  • Não escondermos nossas fraquezas, ser sinceros e reconhecer nossos erros, admiti-los.
  • Escutar as pessoas, demonstrar interesse verdadeiro, ouvir com atenção.
  • Estabelecer um relacionamento profundo, uma atitude de irmão e amigo, um relacionamento sério, sabendo que um precisa do outro (Atos 20.36-38; 1 Tessalonicenses 2.7,8).
  •  Ensinar pelo exemplo: devemos demonstrar o cristianismo com a vida. Jesus sempre ensinou pelo exemplo (1 Coríntios 11.1; Filipenses 3.17; 2 Tessalonicenses 3.9).
  • Qualificações do discipulador: bondoso e misericordioso; conhecedor e praticante da doutrina; fiel e idôneo (capaz); dedicado, disposto a servir; paciente e perseverante.
4.4 “Ensinando-os a obedecer todas as coisas que eu vos tenho ordenado” (Mateus 28.20) – Como discipulador, devo procurar por todos os meios que o discípulo obedeça ao Senhor.
Paulo com Timóteo: ensina, prega, instrui, recorda-lhe, dá testemunho, insta, encarrega, redargúi, corrige, exorta, repreende, manda, etc. Todos estes recursos são para que o discípulo obedeça a Cristo porque ELE É O SENHOR. Precisamos deixar claro que não é uma obediência “se quiserem” ou “quando quiserem” e não “em algumas coisas”, porém obedecer todas as coisas que Jesus ordenou.
Formar -> Informar
Guardar  ->  Apenas saber
Obedecer  ->  Apenas de palavra
Devemos dar a palavra: LOGOS = JESUS = VIDA. Jesus instruiu com a palavra. Estava constantemente mostrando a vontade de Deus para os homens. Jesus ensinava e orientava continuamente, em toda a parte e em todo o tempo (Marcos 10.1; no templo, em casa, no caminho, no barco). Jesus tinha ensino específico para todas as áreas da vida (Mateus 5,6 e 7). Assim também deve ser conosco. Por isso devemos capacitar-nos e conhecer o ensino da palavra e viver de acordo com ele.
PRECISAMOS LEVAR CADA DISCÍPULO A BUSCAR DIRETAMENTE NA FONTE UMA VIDA RICA, PROFUNDA E ABUNDANTE NA PALAVRA DE DEUS.
Memorização: Deuteronômio 6.6; Salmo 119.11; Provérbios 7.1; Lucas 4.4-12; Efésios 5.19; Colossenses 3.16
Meditação: Salmo 1.2; 119.47
Pergunte sobre aplicações do versículo:
  • O que este versículo me diz sobre Deus?
  • Que outra verdade este versículo me ensina?
  • Existe um hábito que tenha de cessar ou uma prática que tenha de iniciar baseado nele?
Repita em voz alta várias vezes um versículo que tenha memorizado, desfrute da verdade.

Ensinando a palavra: Salmo 119.18; Provérbios 2.1-5; Lucas 24.45; João 21.15-17
Suas lições devem ser práticas e exatas. Ensine sistematicamente princípios e doutrinas das Escrituras que o auxiliem a chegar à maturidade em Cristo. Ele deve ter um conhecimento operante da palavra para que possa aplicar a verdade bíblica de modo consistente.
Princípios de ensino:
  • Seja criativo
  • Busque variedade (Bíblia, livros, apostilas)
  • Envolva o discípulo
  • Repita lições importantes
  • Seja flexível
Ensine o discípulo a pensar, a perguntar a Deus antes de ir a você; a conferir com a palavra de Deus (Romanos 12.2; 1 Coríntios 2.12). Ensine o discípulo a tomar decisões:
  • Quais são as alternativas? (Provérbios 15.28)
  • Quais os princípios bíblicos que se aplicam?
  • Quais são as implicações?
  • Qual o conselho dos líderes?
Corrija fraquezas:
  • Discirna as fraquezas do discípulo.
  • Confronte-o (1 Tessalonicenses 2.11,12; 2 Timóteo 4.2; Tito 1.13; Apocalipse 3.19).
  • Apresente modelos positivos (Filipenses 3.17)
  • Aplicação prática (Tiago 1.22).
Programa de ensino (Mateus 28.20; Atos 20.27):
  • Ensino progressivo, catequese: Folder, Pacto, Livretos 1,2,3, Cura da Alma, Autoridade Espiritual, Espírito, Alma e Corpo, etc...
  • Leitura da palavra: vida de comunhão com Deus = oração + jejum + adoração
  • Ensino ocasional: finanças, família, trabalho, noivado e casamento, etc...
4.5 Conferir as bases da edificação para edificar uma nova maneira de viver. 1 Pedro 1.18: velhos esquemas, vícios de caráter, religiosidade, pais/família, antepassados, história de vida.
  • JESUS CRISTO É O SENHOR, o rei, o governo dele agora.
  • Mudança de atitude, verdadeiro arrependimento.
  • Confissão de pecados.
  • Batismo nas águas: revestido de Cristo Jesus.
  • Batismo no Espírito Santo: revestido de poder do Espírito Santo.
Conferir se verdadeiramente o discípulo nasceu de novo, se é uma nova criação, pois não se pode esperar que um cadáver mostre sinais de vida.
Conferir se o discípulo está morto para o pecado e vivo para Deus (Romanos 6.11; Efésios 2.1). “Se o grão de trigo não morrer, fica ele só...”
Se o discípulo não está crescendo, a primeira coisa a fazer é estabelecer uma ligação pessoal que permita um compartilhamento profundo entre vocês:
  • Aplicar o reino na vida do discípulo.
  • Confissão de pecados e identificação de fortalezas para quebrar a ligação com Satanás.
  • Paciência e oração são ferramentas para a batalha.
  • Ir com o discípulo à sala do trono, em busca dos tesouros e recursos insondáveis de Deus (1 Coríntios 4.2; Hebreus 4.16).
  • Ensinar o discípulo a viver na dependência do Espírito Santo, buscando suas manifestações (1 Coríntios 12; Tiago 1.5,17; 3.17,18).

4.6 Problemas diferenciados com os discípulos
Problema, Estratégia e  Solução:

  • Se os discípulos são  ociosos: Aplicar o reino  para ser firme .
  • Se sem ordem, insubmissos: Chamar a atenção para admoestar .
  • Se insubordinados (Se não querem andar de acordo com o padrão de Deus ): Corrigir para  advertir .
  • Desanimados: Confortar e consolar .
  • Se Ansiosos: Citar exemplos para os encorajar.
  • Se fracos, débeis : Carregar e não perder a paciência. Dar a mão passo a passo e conduzí-lo
Devemos ter uma atitude de fé, com expectativa de mudança; cercar em oração, enxergar além do fracasso e da fraqueza. Ênfase na perseverança (Hebreus 12.1-2), para podermos correr sem desanimar.
Uma pessoa nunca é derrotada enquanto não desistir! Caminhar em vitória é uma escolha; é andar em vitória apesar das circunstâncias (Romanos 8.38,39).
2. A RESPONSABILIDADE DO DISCÍPULO
Para completar o quadro, devemos acrescentar que é responsabilidade do discípulo estar sujeito, ser transparente, fiel, sincero, respeitador, serviçal e esforçado em tudo que lhe é pedido.
Princípios para o discípulo:
  • Ele é um aprendiz; muito mais do que um aluno.
  • É aquele que segue o mestre (Jesus) e a sua autoridade delegada.
  •  É uma pessoa totalmente comprometida com Jesus para aprender e crescer à sua imagem, refletindo o seu caráter em todos os relacionamentos, para que a glória de Deus apareça.
  • Todos nós precisamos de alguém mais maduro que nos cuide, anime e ampare. Devemos ser humildes e reconhecer isto. Para que haja discipulado são necessárias duas coisas: um que se dispõe a aprender e um que se dispõe a transmitir tudo o que sabe.
  •  O discípulo deve ter humildade para procurar o seu discipulador (Mateus 11.28). Na relação entre o discípulo e o discipulador é natural que, por interesse e necessidade, o discípulo queira gastar tempo junto ao discipulador para aprender e receber tudo o de que necessita. O discípulo mostra o seu interesse em crescer procurando o discipulador. O discipulador não deve forçar nada, não deve empurrar alimento, ele precisa sentir que o seu serviço, ensino e conselho são necessários e desejados.
  • O discípulo deve ter humildade e docilidade para acatar ensino e correção: ele é tratável. A independência e a auto-suficiência são as características dos homens que estão nas trevas. A obstinação (teimosia) é o pior dos pecados, equivale ao culto a ídolos do lar, que é rebelião (1 Samuel 15.22,23). A característica de um discípulo é a mansidão (Mateus 11.28-30). Um discípulo é como uma ovelha, não como uma cabra: aceita a repreensão, ama a correção.
  •  Os discípulos devem buscar ensino e conselho. Devem ouvi-lo e praticá-lo. Devem ver que as orientações e correções vêm do próprio Deus. Somos membros do corpo e as orientações da cabeça vêm através de outros membros. DEUS QUER NOS ABENÇOAR ATRAVÉS DOS IRMÃOS. Alguns são constantemente aconselhados mas fecham os seus ouvidos e seguem os seus próprios conselhos. Ou então ouvem mas não praticam. Outros, quando admoestados, começam a se justificar com argumentações. A estes é impossível edificar e são uma carga para os líderes.
É IMPOSSÍVEL EDIFICAR AQUELE QUE NÃO SE SUBMETE.
  • O discípulo deve honrar o seu discipulador. Deve repartir com ele todas as coisas boas e não só os problemas e necessidades pessoais. Também deve honrá-lo com seus bens (Gálatas 6.6).
DISCIPULADO NÃO É “QUEBRA-GALHOS”, MAS É COLHER FRUTOS.
Não há mais serviço e edificação na igreja porque há muita autocompaixão e orgulho nos discípulos.
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Discipulado - 1º Parte


O que queremos alcançar em função do propósito eterno:
Gálatas 4.19 “até ser Cristo formado em vós”
Efésios 4.13 “à medida da estatura da plenitude de Cristo”
Colossenses 1.28 “a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo”
2 Timóteo 3.16 “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”
O propósito de Deus é que cada filho seu seja formado à imagem de Cristo, que cresça até alcançar a estatura de seu Filho; que seja edificado até ser um homem perfeito, maduro e completo. Esta qualidade de vida e estatura espiritual deve manifestar-se e desenvolver-se em todas as áreas de sua vida; em todas as suas responsabilidades, funções e relações, sobretudo em seu caráter e em suas atitudes diante de Deus e seus semelhantes.
As áreas mais importantes em que se devem observar estas coisas são: na família, no trabalho, no tratamento com seu próximo, na área sexual, na administração do dinheiro, na moral e ética, na sua relação com Deus e nas provações.
O obreiro do Senhor deve ser humilde, manso, paciente, com domínio próprio, amável, cheio de amor, misericordioso, bom, generoso, serviçal, compassivo, hospedeiro, respeitoso, diligente, trabalhador, responsável, crente fiel, estável, corajoso, fervoroso, prudente, equilibrado, decoroso, ordeiro, digno, etc.
Deus quer conduzir cada discípulo a passar pelos estágios de 1 João 2.12-14 e Hebreus 5.12-14:
(Ler também 1 Coríntios 3.1; 13.11; 14.20; Efésios 4.14; 1 Pedro 2.1)
1.º) FILHINHOS (perdão e paternidade) – crianças na fé; crianças em Cristo; recém nascidos, carnais em Cristo, necessitam de leite espiritual, dos princípios elementares de Cristo. São meninos quanto ao juízo; com ciúmes, contendas, andam segundo o homem, agitados de um lado para outro.
2.º) JOVENS (força e vitória) – permanecem na palavra de Deus, por isso são fortes e aprendem a vencer o maligno com suas acusações e mentiras.
3.º) PAIS (intimidade e autoridade) – adultos, maduros, espirituais, mestres, homens amadurecidos quanto ao juízo; alimentam-se de alimento sólido; conhecem de coração aquele que existe desde o princípio, através de um relacionamento íntimo de confiança e comunhão com o Senhor (Filipenses 3.10).
“Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” (Hebreus 5.14)
SER MADURO NÃO É SER PERFEITO, PORÉM É SER RESPONSÁVEL, É PENSAR NO OUTRO ANTES DE PENSAR EM SI MESMO; É FAZER SACRIFÍCIOS!
SE NÃO HOUVER RESPONSABILIDADE, NÃO HÁ MATURIDADE!
Ser discipulador é ser pai / mãe espiritual, assumindo uma paternidade espiritual consciente, específica, responsável e verdadeira. Não é um vínculo nominal, formal ou por “status”, porém é um compromisso de vida para edificação, cuidado, amparo, zelo, ensino, frutificação. Não é algo leviano ou superficial, É DAR A PRÓPRIA VIDA EM FUNÇÃO DO OUTRO.
1 Coríntios 4.14,17 “...filhos meus amados”
“...meu filho amado e fiel no Senhor...”
1 Tessalonicenses 2.7-12 “...como pai a seus filhos, a cada um de vós...”
Sendo pai/mãe, o objetivo não é criar uma dependência dos discipuladores, porém é levar discípulo a uma dependência cada vez maior de Cristo Jesus, nosso amado mestre, através da intimidade com o Espírito Santo, e cada vez menos dependência nossa:
-  Com “filhinhos”, há uma dependência grande, quase total. Precisamos tomar iniciativa e buscá-lo continuamente. Precisam de orientações e tarefas bem claras e definidas.
-  Com “jovens”, há uma adolescência espiritual. Necessitam de mais espaço e confiança. Autoridade delegada de perto, com muita supervisão, estímulo e correção.
-  Com “pais”, tornam-se companheiros maduros, com os quais se reparte a carga e o coração. Filhos maduros, huios (ver Tito em 2 Coríntios 8.16,17,23,24).
2. A transformação de vidas compete a Deus.
Transformar os pecadores filhos de Adão em homens santos não é tarefa que nos compete, e sim a Deus. Só ele pode mudar (transformação) o homem orgulhoso, rebelde e egoísta em um novo homem, manso e humilde.
Não só o novo nascimento é obra do Espírito Santo, como também o crescimento e a transformação de vidas à imagem de Jesus, é pelo Espírito do Senhor (2 Coríntios 3.18). De modo que nem o que planta, nem o que rega, mas Deus é que dá o crescimento.
Por isso é fundamental que cada discípulo tenha uma forte comunhão com Deus – através da palavra e da pessoa do Espírito Santo – recebendo em sua vida, pela fé, a ação transformadora do Espírito Santo, pois se sua relação for unicamente com seus discípulos, de nada servirá (2 Coríntios 3.7).
3. A responsabilidade do discipulador
Paulo declara que “nós somos colaboradores de Deus” (2 Coríntios 3.8). Se é certo que nem o que planta nem o que rega é alguma coisa, devemos plantar e regar. Somos cooperadores de Deus. Deus opera e faz sua parte; nós também devemos operar e fazer a nossa parte. Nossa ação nunca pode substituir a ação de Deus; tampouco a ação de Deus nos exime de nossa responsabilidade. Especificamente, qual é a nossa responsabilidade na formação dos discípulos?
  • Estar com eles (Marcos 3.14)
  • Ser exemplo (1 Coríntios 11.1; 1 Timóteo 4.12)
  • Amá-los (João 13.34)
  • Conhecê-los (João 10.14)
  • Ensinar-lhes todo o conselho de Deus (Atos 20.27; 1 Coríntios 4.17; 2 Timóteo 1.13)
  • Instruí-los (2 Timóteo 2.2)
  • Animá-los (2 Timóteo 1.3-7)
  • Corrigi-los (Tito 2.15)
  • Adverti-los, repreendê-los (1 Timóteo 5.20; 2 Timóteo 4.2)
  • Discipliná-los (Hebreus 12.7-11)
  • Orar por eles (Colossenses 1.9; 4.12; 2 Timóteo 1.3)
  • Honrá-los (João 12.26)
  • Ser amigos (João 15.15)
  • Dar a vida por eles (João 10.11)
Ouvi-los intencionalmente, ativos, concentrados com atenção e aceitação. “Ouvir significa compreender a maneira pela qual a outra pessoa vê a situação”.
Levá-los a tomar decisões: não significa tomar decisões por eles, o que não é sadio, mas caminhar juntos em cada problema, mostrando situações e apontando soluções, ensinando a ouvir de Deus.
Devemos atuar com os irmãos que estão sob nosso cuidado com toda diligência, responsabilidade, amor e autoridade. Que possamos ter o mesmo zelo que Paulo, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.

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Discipulado - 1º Parte

1. Uma visão do propósito Eterno de Deus

Namoro Cristão

Como ser puros em dias nos quais a sexualidade é tão explorada? Não é muito fácil! Hora após horas nos deparamos com o diabo oferecendo um cardápio “convidativo”, mexendo com nossos sentidos. Ao ligarmos a TV, lá está o maligno usando o erotismo com toda as suas forças; sãos as novelas e os filmes pornográficos (inclusive, o servo de Deus não deve assistir novelas ou filmes pornô); os programas humorísticos, são verdadeiros exploradores da sexualidade; nas revistas mulheres seminuas são tratadas como mercadorias à venda na feira e nas propagandas o nudismo vende de arroz a carros importados; na escola é o assunto das rodinhas de “amigos” que influenciam a muitos que se dizem “crentes”; no trabalho, é o assunto preferido dos companheiros e até na igreja os relacionamentos entre os jovens são imorais à semelhança do mundo.

A resposta de como ser puros neste mundo e:
"Guarda-te para que não sejas também tentado”.Gl 6.1
Este é o mandamento deixando por Deus a todos, sejam jovens ou anciãos!
É preciso ser cheio do Espírito Santo, andar em santidade, retidão e com o coração transbordando de amor pelo Eterno, este amor nos constrange a vivermos segundo os Seus preceitos. É provável que o nosso amor pelo Pai, nos colocará em algumas situações difícil, em relação à vida social ou mesmo profissional.
Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça...” Mt 6.33
Ninguém pode servir a dois senhores; ... Não podeis servir a Deus e às riquezas.” Mt 6.24
Amados do Senhor, melhor é servir a Deus exclusivamente, buscando colocá-Lo em primeiro lugar em todos os aspectos de nossa vida. Primeiro a vontade de Deus, em seguida a nossa! Assim deve ser a vida do Servo.

Servo de Deus: Padrão, Modelo (1º Tm 4.12 e Tt 2.7)
O diabo sabiamente através de muitos canais tem ensinado que a juventude precisa aproveitar a vida, curti-la ao máximo; e nessa idéia louca, muitos pratos são apresentados, em seu interior manjares com aromas agradáveis e aparência que enche os olhos tem seduzido a muitos, destruindo totalmente as vidas.
Infelizmente é a conseqüência do pecado, da inobservância das orientações do Senhor; que ensina-nos a dizer não ao mundo.
O maligno tem sabido manipular com grande astúcia aos homens e dissimuladamente planta em suas mentes, vazias do Espírito Santo, a aparência do mundo. Leva ao homem a pensar segundo os princípios da terra e a assimilar suas práticas. É comum encontrarmos nas igrejas pessoas que se dizem “crentes”, porém, tão envolvidos com o mundo e seus costumes que infelizmente é impossível vê-los como padrão ou modelo de alguma coisa boa. Sãos homens com longos cabelos e mulheres tosquiadas; piercing; tatuagens; roupas, músicas, linguagem comuns aos filhos das trevas; mente depravada; adeptos da masturbação e de relacionamentos nos quais a sensualidade vem à tona; seguidores de homens e de seus costumes. Meu Deus, é uma juventude dura, fria e doente.
Como ser modelo assim? Onde estão os “Timóteos” da casa do Senhor? Tm 1.18

Servos de Deus: Santos (1Co 6.13b; Cl 3.5; Sl 119.9)
Quando o Senhor chamou o homem para junto de Si, deu-lhe um mandamento:
" sede santos, como Eu sou" (1Pe 1.16)
A vida “santa” (segundo preceitos da lei divina) é a condição principal para a vitória diante do diabo e seus demônios. A santidade nos reveste com a armadura do Senhor, protegendo-nos do toque do maligno, de sua espada e dardos. Viver em santidade é morrer para o mundo, afastar-se do pecado e entronizar na vida o Senhor Jesus, obedecendo-O incondicionalmente até às últimas conseqüências. É impossível ser santo e continuar nas práticas comuns aos filhos das trevas! Se continuares a ter prazer em tais práticas, com certeza, o Senhor não tem prazer em tua vida!
Ame o Senhor acima de todas as coisas!

Servo de Deus: Puro no Namoro (Dt 7.3,4; 2Co 6.14)
A preocupação com o namoro e até mesmo a sua prática é totalmente dispensável, quando nos deixamos guiar e olhamos as coisas com a visão do Espírito de Deus; afinal, somos participantes da providência divina. É preciso que tenhamos em mente, que o Senhor nos conhece e tem um carinho especial para com cada um de Seus servos. Nada acontece por acaso; acasos não existem para Deus! Bom e sabermos esperar, pois, no devido tempo, conforme a Sua vontade será providenciada a pessoa certa para companheiro(a). Esta busca louca, desenfreada pela "cara metade" é uma distorção da vontade de Deus. É um meio de alimentar a carne com os atos impuros que normalmente há nos namoros; vergonhosamente isto acontece entre os cristãos.
Infelizmente, o diabo tem aproveitado esta brecha para entrar e agir no meio da juventude; os costumes e atos são semelhantes aos dos ímpios. “Ficar” (antigamente: paquerar) é uma prática inconcebível ao servo de Deus; em si mesma, denota que é um relacionamento apenas para a alegria da carne, a impureza e sensualidade exacerbada são comuns.
Cada vez é mais comum, encontrarmos em congressos e acampamentos de jovens os casais relâmpagos, que se formam e separa-se em apenas algumas horas! Na vida do verdadeiro servo de Deus não há lugar para isso.
Pais amados, ensine e aconselhe seus filhos a andarem nos caminhos da santidade!

Servos de Deus: Fiel ao Senhor (Rm 8.39)
Nos últimos anos muitos conceitos foram mudados e entraram em choque com os princípios bíblicos e outros ainda serão reformulados. A juventude foi atingida em cheio, encontra-se vivendo em um mundo preparado para o pecado, no entanto devem ser santos. O apelo a pecar é muito forte e muitos falham, deixa-se levar.
A virgindade, por exemplo, deixou de ser uma honra e tornou-se vergonha.
Adolescentes são questionados quanto a serem virgens e são escarnecidos quando admitem que são! Porque a zombaria? A resposta é simples: Vivemos num mundo dominado pelas forças malignas. E a idéia principal do rei do mundo é destruir o homem.
Lamento, ver que até mesmo a igreja tem incorporado como normal muitas ações comuns ao mundo! São as reuniões “sociais” e algumas idéias insanas que as afastam do Pai.
Os namoros impuros, cheio de prazeres da carne, são formas claras e evidentes da infidelidade ao Senhor (Mt 5.28; 1Ts 4.1-8; 2Pe 2.13). Geralmente, estes relacionamentos culminam na fornicação (1Co 7.2; 6.9; Gl 5.19). É uma tragédia na vida de qualquer jovem. Fugir do pecado é uma forma sábia de agir.

Servo de Deus: Foge (2Tm 2.22)
Paulo cheio do Espírito Santo, aconselhou a Timóteo dizendo: "Foge das paixões da mocidade". É um conselho completo para você, de fácil entendimento: Foge do pecado! Foge!
O Espírito de Deus está dizendo: Evite as companhias que não edificam e o induzem ao pecado! Não freqüentes lugares, onde o Senhor não entraria!

Uma auto-pergunta: “O Senhor Jesus agiria assim?”
E Lembre-se: "de todas as coisas o Senhor te pedirá conta”. Ec 11.9

http://www.igrejabatistadotirol.com.br/juvenil/default.asp

terça-feira, 28 de junho de 2011

Namoro: não é para você, adolescente!

Namoro: não é para você, adolescente!

1˚ AMADUREÇA seus sentimentos, eles ainda estão confusos. Você não diferenciar amor de paixão ou de gases! Namoro é para quem está decidido a casar

2˚ DEFINA sus valores básicos para a vida como fé, seguir o Senhor e Salvador Jesus Cristo, profissão, família, filhos e seu envolvimento com a Igreja. Depois procure alguém que pense semelhantemente como você.

3˚ENVOLVA-SE, na sua adolescência, prioritariamente com Deus. Firme-se no Senhor, confirme e aprofunde sua fé, solidifique sua caminhada com Jesus.

4˚ TENHA amigos e amigas. A tendência é o isolamento dos adolescentes que namoram. O namoro geralmente é possessivo por causa da insegurança do adolescente.

5˚ ESTABELECE sua identidade, quem você é e o que você quer. Somente depois vá para o namoro.
- Wanderley Rangel Filho

O que significa ser pai!


O que significa ser pai!



A maioria dos homens nutrem o sonho de ser pai, mas nem todos compreendem o verdadeiro significado da paternidade, por essa razão existem muitos tipos de pais.
Ser pai..
Pais distantes,
Pais ausentes,
Pais indiferentes,
Pais displicentes.
A final de contas, o que é ser pai...
Ser pai é ser parceiro do Criador do Universo; Deus não quis criar tudo sozinho, deixou você participar;
Ser pai é ser participante da construção de um projeto de vida chamado filho;
Ser pai é ser um escultor de caráter;
Ser pai é ser um parteiro dos sonhos que nascem na alma dos filhos;
Ser pai é ser um semeador da boa semente na terra fértil do coração das crianças;
Ser pai é ser o guardião que não tem dia e nem hora, está sempre protegendo e guardando suas dádivas divinas, seja menino ou menina;
Ser pai é ser o motivador das vitórias dos filhos;
Ser pai é ser companheiro de jornada que nunca desiste da caminhada, mesmo quando surgem os obstáculos;
Ser pai é ser amigo certo das horas mais incertas da vida dos filhos;
Ser pai é estar presente quando todos se foram, só ficou ele “O pai”;
Ser pai é ser um mestre incansável do bem;
Ser pai é ser o referencial de amor, esperança, fé e confiança;
Ser pai é ser forte para lutar, firme para disciplinar, mas sensível para perdoar e amar;
Ser pai é ser um agente de cura para as feridas da alma dos filhos;
Ser pai é ser um guerreiro valente;
Ser pai é ser um educador, protetor, guia e motivador;
É ser para os filhos o que Deus sempre quis ser para cada um de nós... Um pai no sentido mais completo da palavra...
Meu pai se mudou para a sua morada eterna à 27 anos,
Mas deixou gravado na memória dos filhos sua imagem, seu caráter, sua vida integra e piedosa.
Ele foi um grande homem, porque mesmo depois de morto ainda continua ensinando através do legado que nos deixou...
Não sei se vai ser possível, mas se for, quando chegar no céu, quero encontra-lo para lhe dar um abraça e dizer: “Obrigado pelo Pai você foi para nós”.
A todos os pais, “Que o Senhor derrame sobre vocês toda sorte de bênção”.
Pr. Josué Gonçalves

Cinco contra um é covardia e pecado! POR:. PR. TON

Masturbação é um grande problema, é um vício na área sexual, cuja guerra é lenta e muito silenciosa, que aflige adolescentes (meninos e meninas) e jovens, porém, não é um assunto nem um pouco descartado para adultos, mesmo os casados. E tem sido uma arma do diabo para afastar da presença de Deus muitas pessoas, e mais, o ato pode abrir portas para outros pecados na área sexual.
Há alguns anos atrás eu achava que se tratava de algo completamente da carne, uma “concupiscênciazinha simples” ou uma “vontade desenfreada apenas”, e até pensava: – lógico que é pecado porém não há vinculo com nenhum demônio… Ledo engano!!!!
Um caso bíblico, mostra as grandes conseqüências deste pecado e outros na área sexual.
Se você ler em Gênesis 38, verá que “Judá” e a esposa chamada “Sua” tem três filhos, o primogênito ER, o segundo era Onã, e ainda o terceiro Selá.
Er o mais velho casou com Tamar, mas era um homem mal e Deus o abateu.
Naquela época existia uma tradição, quando o irmão mais velho morria o mais novo assumia a familia do irmão falecido, e mais, se tornava responsável pela descendência do irmão.
Nesse caso, Onã o filho do meio teria que continuar a linhagem do irmão mais velho. Mas, Onã sabia que a descendência não seria dele e sempre no final da relação com Tamar ele masturbava e deixava o esperma cair no chão (Daí surgiu o termo “onanismo = masturbação”). No versículo 10 fala que Deus não gostou disso e matou Onã também. Veja em Gênesis 38
9 Sabia, porém, Onã que o filho não seria tido por seu; e todas as vezes que possuía a mulher de seu irmão deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência a seu irmão.10 Isso, porém, que fazia, era mau perante o SENHOR, pelo que também a este fez morrer.

Olha a gravidade da coisa!!! Já pensou se hoje Deus matasse todos que se masturbassem!!!rsrs Teríamos uma população bem reduzida.
Mas o importante é que fique claro que é algo que entristece a Deus e como todos os outros pecados, precisa ser tratado.
Existem alguns fatores que podem causar o vicio da masturbação, como:
Fator Social (Corpo): Vivemos em nossos dias, em meio a muita sensualidade, estamos rodeados de outdoor’s com mulheres semi nuas, homens sem camisa, as revistas pornôs ficam completamente expostas com algumas capas que já mostram todo o seu conteúdo.
Nos anos cinqüenta e sessenta os garotos se masturbavam olhando revistas de mulheres com lingeries ou tentando ver uma conhecida tomando banho pelo buraco da fechadura. Era o máximo que eles tinham de acesso a algo sensual. Hoje em dia a pornografia esta extremamente acessível, principalmente na internet e aquilo que era pornografia a décadas atrás é o que hoje vemos tranqüilamente na TV e nas ruas.
Romanos 12:1 nos ensina a renovar nossa mente e não nos conformar com o mundo. Precisamos entender o que é pornografia conforme a bíblia diz e não nos conformarmos com o que o mundo prega sobre o assunto.
Isso tudo gerou um ambiente completamente “influenciador” a erros na área sexual.
Além disso temos uma pressão social, dos amigos, ao conhecer o sexo. Conheço um caso de uma garoto que nasceu num lar cristão, com muitos princípios bíblicos na família, mas que acuado pelos “amigos” cedeu a pressão, desses meninos que “não admitiram” o fato dele nunca ter se masturbado aos treze anos. Isso logicamente, acaba sendo uma realidade para a primeira relação sexual também.
É interessante saber que a masturbação traz conseqüências físicas, por ser exclusivamente para prazer próprio em um momento de ansiedade pela ejaculação, a prática pode ocasionar uma futura ejaculação precoce, que é considerada uma patologia e tem sido uma reclamação freqüente em consultórios psiquiátricos.
Fator Emocional (Alma): É muito comum alguns traumas desencadearem a prática da masturbação. Principalmente a rejeição, tem sido uma fator chave para abrir portas para esse pecado, pois causa um sentimento de solidão e egoísmo. Mas existem danos causados também pela exposição precoce ao sexo (filhos que viram os pais em relação sexual, por exemplo), abusos sexuais, violência familiar, ansiedade, entre muitos outros… são bem variados e não caberia colocar aqui.
Fator Espiritual: As causas espirituais da masturbação, são normalmente geradas pelos outros dois fatores citados cima, não há como dividir completamente os fatores, eles “se completam”.
Podemos considerar como fatores espirituais a própria vontade (doentia) do ser humano (livre arbítrio), fatores hereditários (casos como de pais que se masturbam e os filhos herdam isso), conseqüência de outros pecados sexuais (pessoas que tiveram alto grau de envolvimento com sexo ilícito), e o mais comum: pornografia.
Entendo que o homem tem sua vontade influenciada pelos reinos espirituais, ou o Reino da luz ou o reino das trevas. No segundo caso os demônios que agem nessa área é o exu mirim (no caso de crianças que ainda não ejaculam), e a pomba gira (espirito de prostituição) nos adolescentes, jovens e adultos. Levando-se em conta que esse mesmo espirito mal, é o mesmo que age no adultério, homossexualismo e todos os outros pecados sexuais.
Quero falar principalmente das conseqüências espirituais, pois leva o espírito ao cativeiro do vicio, abrindo uma janela para demônios e um vinculo com pomba-gira, inclusive esse demônio acaba se alojando no útero, próstata, ovários, no baço e rim, usando da legalidade dada pelo praticante desse pecado.
Existem muitas mentiras disseminadas pelo próprio pai da mentira, satanás, com relação a esse assunto. Por exemplo: quando eu era um adolescente ouvi de uma pesquisa de um cientista japonês que provou que a masturbação tornava as pessoas mais atraentes, e é verdade!!! Torna mais atraente mesmo, lógico! A pessoa possessa ou influenciadas por esse espirito, só pode atrair outras pombas giras mesmo! Pois há uma ligação entre esses demônios que agem na área sexual. E mais uma vez a ciência serve para provar o que Deus fala na Bíblia!
A masturbação é pecado por ser um ato egoísta, fora do propósito de Deus. Pois o nosso corpo foi feito para confortar, dar prazer a outro e não a sí mesmo. (I Coríntios 7:4)
As pessoas vivem na condenação desse pecado, tentando se livrar desse martírio com banhos gelados, pelas próprias forças sem a consciência de que precisam na verdade de libertação espiritual! Passam períodos livres e sempre retornam ao pecado, por que o diabo vem sempre requerer o embaraço feito por ele e o problema já deixou de ser externo, e sim, interno.
Romanos 6

12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;
13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.
14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.

Esse texto fala sobre o pecado que reina especificamente sobre o corpo mortal, todo o nosso corpo, inclusive os membros sexuais masculinos e femininos, para que o nosso espírito obedeça as concupiscências (pecado gerado pela vontade da carne).
No V. 13 Deus nos fala sobre apresentar nossos corpos como vivos entre os mortos (como santos em meio ao pecado) e como instrumentos de justiça.
Aí podemos entender por que Onã foi morto,mas ele já estava morto, Ainda no capitulo 6 de Romanos no versículo 23, deixa claro qual a conseqüência do pecado.
V. 14 Esclarece que é possível viver sem o domínio do pecado.
Onã estava debaixo da lei por isso morreu literalmente, nós estamos debaixo da graça e sem Jesus nosso espírito morre.

O diabo, o pai da mentira, inventou varias para nos enganar, coisas do tipo:
faz bem pro organismo.
- É bom que o adolescente conheça seu corpo melhor
- Tudo bem! É normal nessa idade, os hormônios estão a mil!!!
- É uma válvula de escape!!!
- E até, coisas como: ficar mais atraente.
Entre muitas outras…
Se você tem sofrido com esse pecado. Procure ajuda do seu pastor ou líder. É preciso um acompanhamento para deixar essa prática e alguns procedimentos de libertação. 
Vença a acusação do diabo, não é fácil falar sobre essas coisas, mas entenda que uma maioria esmagadora já passou por isso e com certeza alguém maduro vai entender seu problema e te ajudar. 
Acredite!!! Esse é o primeiro passo para vencer esse pecado. Acreditar que é possível deixar esse pecado.
Se quiser ajuda, não perca tempo! Mande logo um e-mail e vamos discretamente conversar mais sobre esse assunto: Homens: ton.ndv@gmail.com Mulheres: julianatie@gmail.com

O VERDADEIRO E O FALSO ARREPENDIMENTO

O VERDADEIRO E O FALSO ARREPENDIMENTO

(True and False Repentance)

Por: Rev. Charles G. Finney



TEXTO --"A tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação e não produz remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz morte."-- 2º Coríntios 7:10



Neste capítulo, o apóstolo se refere a outra epístola que tinha escrito antes a igreja de Coríntio, sobre certo ponto, no qual os coríntios eram culpáveis. Aqui fala do efeito que com ela conseguiu, a leva-los ao verdadeiro arrependimento. Produziu-lhes tristeza da que é segundo Deus. Isto era uma mostra que o arrependimento era genuíno. "Vejam o que esta tristeza segundo Deus produziu em vocês: que dedicação, que ansiedade para estarem isentos de culpa, que preocupação, que desejo de ver justiça feita! Em tudo vocês se mostraram inocentes a esse respeito." (2a Coríntios 7:11).
No versículo que tomei como texto fala de duas classes de tristeza causada pelo pecado, uma obra arrependimento para salvação, a outra obra para morte. Paulo alude ao que se costuma chamar as duas classes de arrependimento. E este é o tema do que quero falar esta noite.
ARREPENDIMENTO VERDADEIRO E ARREPENDIMENTO FALSO

Ao falar deste tema me proponho a mostrar:
I. O que é o arrependimento verdadeiro.
II. Como se pode conhecer.
III. O que é arrependimento falso e espúrio.
IV. Como se pode conhecer.

Já é hora de que os que professam ser religiosos aprendam a discriminar muito mais do que fazem com respeito à natureza e ao caráter de vários aspectos da religião. Se fosse assim, a Igreja não estaria cheia de professos falsos e sem proveito. Ultimamente tenho me dedicado a examinar, uma e outra vez, a razão pela que há tanta religião espúria, e tenho procurado averiguar a causa deste problema. É notório que há multidões de pessoas que se consideram religiosas e que não são, a menos que a Bíblia seja falsa. Por que há tantos que se enganam? Por que têm a idéia de que tinham se arrependido quando todavia são pecadores impenitentes. A causa está, sem dúvida, na falta da instrução que lhe permitiria discriminar com respeito aos fundamentos da religião, e especialmente com respeito ao que é arrependimento verdadeiro e arrependimento falso.
I. Vou mostrar agora o que é verdadeiro arrependimento.
Implica uma mudança de opinião com respeito à natureza do pecado, e esta mudança de opinião vai seguida de uma mudança correspondente dos sentimentos com respeito ao pecado. O sentimento é o resultado do pensamento. E quando esta mudança de opinião é tal que produz uma mudança correspondente de sentimento, se a opinião é reta e há o sentimento correspondente, isto é verdadeiro arrependimento. Deve ter a opinião reta. A opinião adotada agora deve ser uma opinião semelhante a que Deus tem com respeito ao pecado. A tristeza segundo Deus, tal como Deus requer, deve proceder de um ponto de vista com respeito ao pecado como o que tem Deus.
Primeiro: Tem que haver uma mudança de opinião com respeito ao pecado.
1. Uma mudança de opinião com respeito à natureza do pecado.
Para o que se arrependeu verdadeiramente o pecado lhe parece algo muito diferente que a aquele que não se arrependeu. Em vez olha-lo como uma coisa desejável ou fascinante, lhe parece algo aborrecível, detestável, e se assombra de que havia desejado algo assim. Os pecadores impenitentes podem olhar o pecado e ver que está destruindo-os, porque Deus vai castiga-los por este pecado; mas, depois de tudo, parece tão desejável em si; o amam tanto, que não querem separar-se dele. Se o pecado pudesse terminar na felicidade, esta seria sua porção definitiva. Mas, para o outro, o que se arrepende, é diferente; este olha sua própria conduta com algo aborrecível. Olha para trás e exclama: "Que detestável, que odioso, quão digno do inferno; e isto estava antes em mim!"
2. Uma mudança de opinião do caráter do pecado com respeito a sua relação com Deus.
Os pecadores não vêem porque razão Deus ameaça o pecado com castigos tão terríveis. O amam tanto que não podem ver porque Deus tem que considera-lo merecedor de um terrível castigo. Quando são convencidos do pecado o vêem baixo a mesma opinião que um cristão, e só desejam a mudança de sentimento correspondente para chegarem a ser cristãos. Muitos pecadores vêem sua relação com Deus como merecedora da morte eterna, mas seu coração não vai com sua opinião. Este é o caso dos demônios e dos espíritos maus no inferno. Note-se, no entanto: é necessária uma mudança de opinião para o verdadeiro arrependimento e sempre lhe precede. O coração nunca vai a Deus com um verdadeiro arrependimento a menos que haja uma mudança prévia de opinião sem arrependimento, mas não há arrependimento genuíno sem uma mudança de opinião.
3. Uma mudança de opinião com relação às tendências do pecado.
Antes o pecador pensa que é incrível que o pecado possa ser merecedor, por si só, de um castigo eterno. É possível que mude de ponto de vista quanto a esta opinião sem que se arrependa, mas é impossível que alguém se arrependa verdadeiramente sem uma mudança de opinião. O homem vê o pecado em sua tendência, como destruidor para ele, e para os demais, a alma e o corpo, para o tempo e a eternidade, e discrepando com tudo o que é bom e feliz no universo. Vê que o pecado é apropriado em suas tendências para causar dano a todos e a ele mesmo, e que não há remédio para ele mesmo exceto o abster-se de modo universal ao mesmo. O diabo o sabe também. E é possível que saibam alguns pecadores que se encontram agora nesta congregação.
4. Uma mudança de opinião com respeito ao merecimento do pecado.
A palavra traduzida com arrependimento implica tudo isto. O pecador descuidado carece quase de idéias retas, inclusive quanto ao que se refere a esta vida, com respeito ao merecimento do pecado. Ainda supondo que admite em teoria que o pecado merece a morte eterna, não o crê. Se cresse seria impossível seguir sendo um pecador descuidado. Está enganado se supõe que ele, de modo sincero, aceita a opinião de que o pecado merece a ira de Deus para sempre. Mas o pecador que foi despertado e convencido já não tem dúvidas mais disto do que da existência de Deus. Vê claramente que o pecado merece o maior castigo da parte de Deus. Sabe que isto é um simples fato.
Segundo: No verdadeiro arrependimento tem que haver a mudança de sentimento correspondente.
A mudança de sentimento se refere ao pecado em todos estes pontos: sua natureza, suas relações, suas tendências e seu merecimento. O indivíduo que se arrepende verdadeiramente não só vê o pecado como detestável e ruim, merecedor de aborrecimento, senão que realmente o aborrece, o odeia em seu coração. Uma pessoa pode ver o pecado como prejudicial e abominável; contudo seu coração o ama, o deseja, se adere a ele. Mas quando se arrepende verdadeiramente o aborrece de todo seu coração e renuncia ao mesmo.
Em relação com Deus seu sentimento com respeito ao pecado é tal como este merece. E aqui há a fonte desta torrente de tristeza no qual os cristãos irrompem, quando contemplam o pecado. O cristão o vê quanto a sua natureza, e simplesmente, sente aborrecimento. Mas quando o vê em sua relação a Deus, então chora; as fontes de sua tristeza seguem manando, e quer livrar-se dele, prostrar-se e deixar correr uma torrente de lágrimas por seus pecados.
Logo, quanto às tendências do pecado, o indivíduo que se arrepende verdadeiramente o vê tal como é. Quando olha o pecado em suas tendências, se desperta nele um desejo veemente de pará-lo, de salvar as pessoas de seus pecados, de fazer voltar para trás o curso do avanço da morte. Acende-se seu coração, se põe a orar, a trabalhar, a arrancar os pecadores do fogo com toda força, a salva-los das terríveis tendências do pecado. Quando o cristão põe sua mente nisto, vai mover-se para que os homens renunciem a seus pecados. É como se visse aos homens beber veneno, que sabe que os destruirá, e levanta a voz, adverte-os que VIGIEM.
Ele sente o correto, quanto ao merecimento do pecado. Ele não tem apenas uma convicção intelectual que o pecado merece uma punição perpétua, mas ele sente que isso é tão certo e tão racionável, e tão justo para Deus condena-lo para a morte eterna, que está longe de encontrar falha na sentença da lei que condena ele, ele acha a maravilha do céu, a maravilha das maravilhas, que Deus pôde perdoa-lo. Em vez de pensar que é duro, ou severo, ou cruel da parte de Deus, que pecadores incorrigíveis vão para o inferno, ele contempla uma excessiva indignação que ele não se enviou para o inferno ele mesmo, e que toda essa culpa do mundo já não foi há muito tempo lançada no fogo sem fim. A última coisa do mundo que ele iria reclamar é que todos os pecadores não são salvos, mas Oh, é uma maravilha da misericórdia que todo o mundo não está condenado. E quando ele pensa que é um pecador salvo, ele sente uma gratidão que ele nunca conheceu semelhante até ele ser cristão.
II. Vou mostrar quais são os frutos ou efeitos do arrependimento genuíno.
Quero mostrar a vocês quais são as obras do verdadeiro arrependimento e deixar claro em vossa mente que podem saber de modo infalível se arrependeram ou não.
1. Se teu arrependimento é genuíno há em tua mente uma mudança consciente nos pontos de vista e nos sentimentos com respeito ao pecado.
Disto você será tão consciente como foi antes de uma mudança de vista e de sentimentos com respeito a qualquer outro tema na vida. Como se pode saber? Porque neste ponto houve uma mudança em você, as coisas velhas já foram abandonadas e tudo se fez novo.
2. Quando o arrependimento é genuíno, a disposição para voltar a pecar desaparece.
Se você se arrependeu de veras já não ama o pecado; não se abstém dele por medo, não o evita pelo castigo, senão que o odeia. O que você diz disso? Você tem a segurança que sua disposição de cometer o pecado desapareceu? Olhe os pecados que você costumava praticar quando era impenitente. O que te parecem agora? Parecem-te agradáveis? Você gostaria de voltar a praticá-los se fosse desafiado? Se for assim, fica a você a disposição para pecar, e que só foi convencido do pecado. Tuas opiniões sobre o pecado podem ter mudado, mas se permanece o amor ao pecado, tenha a absoluta certeza de que é todavia um pecador impenitente.
3. O arrependimento genuíno obra uma reforma na conduta.
Entendo que esta idéia está principalmente indicada no texto onde diz: "A tristeza que é segundo Deus produz um arrependimento para salvação". O arrependimento segundo Deus produz uma reforma da conduta. De outro modo, é uma repetição da mesma idéia; ou seja, que o arrependimento produz arrependimento. Por isso suponho que o apóstolo está falando de uma mudança na mente que produz uma mudança de conduta que termina na salvação. Permita-me agora perguntar se você está realmente reformado. Abandonou teus pecados? Ou está praticando eles ainda? Se for assim, ainda é um pecador. Não importa quanto haja mudado tua mente, se não trouxe uma mudança de conduta, tua reforma real não é arrependimento segundo Deus, ou seja, o que Deus aprova.
4. O arrependimento, quando é verdadeiro e genuíno, conduz a confissão e a restituição.
O ladrão não se arrependeu enquanto que guarda o dinheiro que roubou. Pode ter convicção de pecado mas não arrependimento. Caso tenha se arrependido, devolve o dinheiro. Se você me defraudou e não me devolve o que me tirou injustamente, ou se injuriou ou prejudicou a alguém e não retificou o dano que causou, pelo que te corresponde, não se arrependeu verdadeiramente.
5. O verdadeiro arrependimento é uma mudança permanente de caráter e de conduta.
O texto diz que e arrependimento para salvação, do que "não traz remorso". O que quer dizer o apóstolo com esta expressão senão que o verdadeiro arrependimento é uma mudança tão profunda e fundamental que o homem não volta atrás do mesmo outra vez? As pessoas o lê às vezes como dizendo: um arrependimento do qual a pessoa não está arrependida. Mas isto não é o que diz. Repito: é um arrependimento do qual, o que o faz, já não volta atrás. O amor ao pecado é verdadeiramente abandonado. O indivíduo que se arrependeu verdadeiramente, que mudou suas opiniões e seus sentimentos, já não mudará outra vez, não voltará a amar o pecado. Lembre isto bem, que o pecador penitente verdadeiro experimenta sentimentos dos que não voltará a arrepender-se. O texto diz que são "para salvação". Vai direto ao mesmo descanso do céu. A mesma razão pela que termina em salvação é que não volta a arrepender-se de havê-lo feito.
E aqui não posso por menos que fazer ressaltar que se vê porque a doutrina da Perseverança dos Santos é verdadeira, e o que significa. O verdadeiro arrependimento é uma mudança de sentimentos tão completo e o indivíduo que o experimenta chega a aborrecer de tal modo o pecado, que perseverará nele, e não voltará atrás de seu arrependimento para voltar ao pecado outra vez.
III. Vou falar agora do falso arrependimento.
O arrependimento falso ou espúrio nos é dito que é do mundo, a tristeza do mundo; isto é, a tristeza pelo pecado que procede de considerações e motivos mundanos, relacionados com a vida presente, ou no máximo, considera a "própria felicidade" num mundo futuro, sem olhos à verdadeira natureza do pecado.
1. Não se fundamenta numa mudança de opinião como o que se especificou que pertence ao verdadeiro arrependimento.
A mudança não é em pontos fundamentais. Uma pessoa pode ver as más conseqüências do pecado num ponto de vista mundano, e pode estar cheio de consternação. Pode ver a forma terrível em que afeta seu caráter, ou põe em perigo sua vida; que se algo de sua conduta escondida fosse descoberta, sofreria a vergonha e o opróbrio e isto lhe enche de temor e mal-estar. É muito comum que haja pessoas que tenham esta classe de tristeza do mundo, quando haja alguma consideração mundana no fundo de tudo.
2. O falso arrependimento está fundamentado no egoísmo.
Pode tratar-se de um forte sentimento de pena na mente do indivíduo, por haver feito o que fez, porque vê as más conseqüências que lhe vai produzir, porque lhe faz sentir desgraçado, ou lhe expõe a ira de Deus, ou prejudica sua família ou seus amigos, ou porque produz dano para ele, no tempo ou na eternidade. Tudo isto é puro egoísmo. Pode sentir remorso na consciência, um REMORSO que lhe rói e lhe consome, e não ser verdadeiro arrependimento. Pode chegar a ser temor &endash; um temor terrível, profundo &endash; da ira de Deus e os tormentos do inferno, e contudo ser puramente egoísta, e em tudo ele não sentir firme ódio ao pecado, e não haver sentimentos em seu coração de que correspondam às convicções do entendimento em relação com a infinita maldade do pecado.
IV. Vou mostrar como se pode conhecer este arrependimento falso ou espúrio.
1. Deixa os sentimentos sem mudar.
Deixa no coração uma disposição para o pecado intacta e sem submeter. Os sentimentos em relação à natureza do pecado não mudaram, e o indivíduo ainda sente o desejo de pecar. Abstém-se de faze-lo, não porque o aborrece, senão porque teme suas conseqüências.
2. Leva à morte.
Leva a uma dissimulação hipócrita. O indivíduo que passou por um verdadeiro arrependimento está disposto a que se saiba que se arrependeu, que era um pecador. O que só tem um falso arrependimento dá toda classe de desculpas e mentiras para encobrir seus pecados e tem vergonha de seu arrependimento. Quando o chamamos para o banco dos penitentes cobre seus pecados com toda classe de desculpas, tratando de dissimula-los, e de atenuar sua gravidade. Caso fale-se de sua conduta passada sempre o faz em termos suaves e favoráveis. É visto nele uma constante disposição a encobrir seu pecado. Este arrependimento conduz à morte. O faz cometer um pecado atrás de outro. Em vez de uma sincera expressão sentida e franca, com o coração aberto, se vê um palavreado, um alisar e dissimular as coisas, atenuando-as de tal forma que a confissão se converte em não confessar nada.
O que você diz disso? Você se envergonha de que alguém te fale de seus pecados? Se for assim, tua tristeza é só tristeza do mundo, e obra para a morte. Quantas vezes se vêem pecadores que tratam de evitar a conversação sobre seus pecados e ao mesmo tempo se chamam buscadores ansiosos, e esperam fazer-se cristãos desta maneira. Esta classe de tristeza também se encontra no inferno. Não há dúvida que os desgraçados habitantes do abismo desejam escapar da presença de Deus. Não é esta a tristeza que se encontra no céu pelo pecado. Esta tristeza é franca, simples, aberta e plena. Esta tristeza não está em desacordo com a verdadeira felicidade. Os santos transbordam felicidade, e contudo, sentem tristeza plena, franca, por seu pecado. Mas esta tristeza do mundo está envergonhada de si mesma, é pobre e mesquinha e leva a morte.
3. O falso arrependimento produz só uma reforma parcial da conduta.
A reforma que produz a tristeza do mundo se estende só às coisas das quais o indivíduo foi convencido com força. O coração não mudou. É visto que evita só aqueles pecados cardinais dos quais se tem mostrado a evidência nele.
Observe este jovem convertido. Caso esteja enganado, encontra que só há uma mudança parcial em sua conduta. Foi reformado em certas coisas, mas há muitas coisas más cuja prática ainda continua. Se você entra em intimidade com ele, em vez de falar que esta temendo a aparição do pecado por todas as partes, e eficaz para descobrir tudo o que seja contrário ao espírito do Evangelho, você o verá, talvez, estrito com respeito a certas coisas, mas frouxo em sua conduta e relaxado em suas opiniões e olhos em outros pontos, e muito distantes de manifestar um espírito cristão com respeito a todo pecado.
4. Em geral, a reforma produzida por uma tristeza falsa é temporal inclusive naquelas coisas que foram reformadas.
O indivíduo está recaindo continuamente em seus antigos pecados. A razão é que a disposição a pecar não desapareceu, só está detida ou restringida pelo temor, e tão pronto como tem esperança e pertence à igreja, e está corroborando de modo que seus temores têm minguado, se lhe vê gradualmente recaindo em seus antigos pecados. Está foi a dificuldade da casa de Israel, que lhe fez cair constantemente na idolatria e outros pecados. Só tinham tristeza do mundo. É visto agora em todas as partes na igreja. Os indivíduos se reformam durante um período, entram na igreja e recaem em seus velhos pecados. É disto que isto é esfriar-se na religião, e voltar atrás, e coisas assim, mas a verdade é que sempre amaram o pecado, e quando se lhes oferece a ocasião, voltam a ele, como a porca lavada que voltou a revolver-se na lama, porque não deixa de ser o que era.
Queria que entendessem este ponto bem. Aqui está o fundamento de todas essas adequações e iniciações em religião que se vêem com tanta freqüência. As pessoas se sentem despertados, convencidos, pouco a pouco se lhes entra a esperança e se estabelecem em uma falsa segurança, e logo se deslizam. Talvez vigiem bastante como para não serem expulsos da igreja, mas os fundamentos do pecado não foram quebrados, e voltam a seus caminhos antigos. A mulher frívola segue sendo frívola, e o homem cobiçoso e avarento segue amando o dinheiro como antes, e segue ao mundo tão ansiosamente e devotadamente como antes de juntar-se à igreja.
Você pode ir por todos os estratos da sociedade e nos casos em que há conversações a fundo verá que os pecados em que mais cometiam antes da conversão se encontram muito remotos agora. O convertido verdadeiro é o que com menos probabilidade vai cair neles de novo, porque os aborrece ao máximo. Mas o que vive enganado e orientado segundo o mundo, sempre tende a cair nos mesmos pecados. A mulher que ama os vestidos volta a cair de novo com toda a sua glória, e fracassa como ela costumava fazer. A fonte do pecado não foi quebrada. Não purificou a iniqüidade de seu coração, senão que permaneceu neles em todo momento.
5. É uma reforma forçada.
A reforma produzida pelo falso arrependimento não é só uma reforma parcial e uma reforma temporal, é também uma reforma forçada e obrigada. A reforma do que se arrependeu de veras é de coração; já não tem disposição para o pecado. Nele se cumpre a promessa da Bíblia. Encontra em realidade que: Os caminhos do sábio são prazerosos; todas suas sendas são paz." Encontra que o jugo do Salvador é fácil e a carga é ligeira. Tem notado que os mandamentos de Deus não são gravosos, senão que enchem de gozo. Que são mais desejáveis que o ouro, sim, mais que o ouro refinado; mais doces que o mel e que a colméia. Mas esta classe de arrependimento espúrio é muito diferente: é um arrependimento legal, o resultado do temor e não do amor; um arrependimento egoísta, longe da mudança de coração voluntário, livre, desde o pecado à obediência. Se há alguns indivíduos aqui que têm esta classe de arrependimento sabem bem que não se abstêm do pecado porque estão decididos a faze-lo, porque o odeiam, senão que o fazem por outras considerações. Se trata de que a consciência interfere e o impede, ou é o temor de que possam perder sua alma, ou perder sua esperança, ou perder seu caráter mais bem que o aborrecer o pecado ou amar o dever.
Estas pessoas necessitam ser empurradas ao cumprimento do dever por meio de uma passagem expressa da Escritura, pois do contrário encontram desculpas para o pecado, e se escapam do dever, e crêem que não passa nada com faze-lo. A razão é que amam seus pecados e se não fosse porque não se atrevem a quebrar descaradamente o mandamento expresso de Deus, praticariam o pecado. Quando há verdadeiro arrependimento não acontece isto. Se há algo que parece contrário a grande lei do amor, a pessoa que tem verdadeiro arrependimento o aborrece e o evita, tanto se existe um mandamento expresso de Deus sobre aquilo ou como se não existisse. Mostra-me um homem assim, e te direi que não tem necessidade de mandamentos para abster-se de beber bebidas fortes ou traficar com elas. Isto é contrário a grande lei da benevolência e ele não infringiria, como não roubaria, blasfemaria ou cometeria nenhuma outra abominação.
De modo que o homem que tem verdadeiro arrependimento não necessita que lhe digam. "Assim disse Jeová", para abster-se de oprimir a seu próximo, porque não faria nunca nada mau. Quão certamente aborreceria qualquer coisa deste tipo caso tivesse se arrependido verdadeiramente do pecado.
6. Este arrependimento espúrio conduz a um sentimento de justificação própria.
O indivíduo que tem este arrependimento pode saber que Jesus Cristo é o único Salvador dos pecadores e pode professar que crê nele e que somente confia nele para a salvação, mas, depois de tudo, está na realidade pondo dez vezes mais sua confiança em sua reforma do que em Jesus Cristo, com olhos para a salvação. E se quer observar seu próprio coração se dará conta disso. Pode que espere a salvação de Cristo, mas de fato insiste mais em reformar-se, e sua esperança está fundamentada mais nisto que no sacrifício de Cristo. Está remendando sua própria justificação.
7. Conduz a falsa segurança.
O indivíduo supõe que a tristeza do mundo que teve é o verdadeiro arrependimento, e confia nela. É um fato curioso que, enquanto que pude averiguar o estado mental desta classe de pessoas, parece que dão por definitivo que Cristo as salvará porque sentiram tristeza por seus pecados, ainda que não são conscientes de que tenham sentido que descansam em Cristo. Eles têm sentido tristeza, e isto lhes tem dado alívio. Têm se sentido melhor e agora esperam ser salvos por Cristo, quando sua própria consciência lhes ensina que nunca tinham confiado de coração em Cristo.
8. Endurece o coração.
O indivíduo que tem esta classe de tristeza se torna mais duro em seu coração, em proporção ao número de vezes que exercitou esta tristeza. Se tem emoções fortes de convicção de pecado e seu coração não foi quebrantado e fluído ao exterior, as fontes do sentimento vão se secando, e seu coração é cada vez mais difícil de alcançar. Considere um cristão real, que se arrependeu de veras, e cada vez que se dá conta disto vai prostrando-se mais e mais diante de Deus, e se torna mais doce, mais emocionado, mais terno, e mais submisso à bendita Palavra de Deus, enquanto que vive, e por toda a eternidade. Seu coração entra no hábito de ir ao compasso das convicções de seu entendimento e se volta mais dócil e tratável, como um neném.
Aqui há a grande diferença. As igrejas ou os membros individuais, que tem só este arrependimento do mundo passam por um avivamento, se despertam e se embaraçam e logo se esfriam outra vez. O processo pode se repetir, e se encontrará que desta vez são mais e mais difíceis de despertar, até que finalmente se voltam tão duras como a pedra, e já não podem ser avivadas outra vez. Em oposição a estas igrejas há as igrejas e os indivíduos que tem experimentado o verdadeiro arrependimento. Se estes passam por avivamentos sucessivos, se encontra que cada vez são mais ternos e maduros até que chega um momento em que quando ouvem o toque da trombeta do avivamento, já ficam elétricos e ardem, dispostos para o trabalho.
Esta distinção é tão evidente como a que há entre a luz e as trevas. Pode se observar entre as igrejas e entre os membros das igrejas. O princípio se vê ilustrado nos pecadores que, depois de haver passado por vários avivamentos acabam desviando-se da religião, e ainda que os céus enviem nuvens de misericórdia sobre suas cabeças, não fazem caso ou as rejeitam. É o mesmo nas igrejas e nos membros; se eles não têm o verdadeiro arrependimento cada nova experiência endurece mais seu coração e faz mais difícil que sejam alcançados pela verdade.
9. Cauteriza a consciência.
É provável que estas pessoas ao princípio sintam inquietude quando a verdade ilumina sua mente. Pode que não tenham tanta convicção como um cristão real. Mas o cristão real está cheio de paz ao mesmo tempo que as lágrimas fluem de sua convicção de pecado. E cada nova convicção lhe faz mais cuidadoso, vigilante, tenro, até que sua consciência se torna como a menina dos olhos, tão sensíveis que a simples aparência de mal lhes ofende. Mas a outra classe de tristeza, que não conduz a uma renuncia sincera do pecado, deixa o coração mais duro do que antes, e pouco a pouco cauteriza a consciência como faria um ferro incandescente. Esta tristeza produz morte.
10. Rejeita a Jesus Cristo como base de sua esperança.
O depender da reforma, ou da tristeza, ou do que seja, não conduz a confiar em Jesus Cristo, de tal modo que o amor de Cristo lhe constrange para trabalhar todos os dias de sua vida por Cristo.
11. É passageiro, temporal.
Esta classe de arrependimento é aquele do que quem se arrepende. Pouco a pouco, se encontrará que estas pessoas acabam envergonhando-se dos sentimentos profundos que tinham tido. Não querem falar deles, e se o fazem é de modo leviano e frio. Pareciam muito emocionados durante o avivamento, e mostravam atividade e interesse, como os demais, ou até mais, e é provável inclusive que fossem extremistas. Mas, uma vez o avivamento tenha terminado se oporão a tomar novas medidas, irão mudando e se envergonharão de sua diligência. Na realidade se arrependem de seu arrependimento.
Estas pessoas, depois de que tenham se filiado à igreja, se envergonham de terem se sentado no banco dos penitentes. Quando tenha passado o auge do avivamento, começarão a falar contra o excesso de entusiasmo e a necessidade de serem mais sóbrios e conseqüentes na religião. Aqui está o segredo: seu arrependimento é tal que se arrependem do mesmo.
Às vezes encontram-se pessoas que professam terem se convertido num avivamento que se voltam contra as mesmas medidas, meios e doutrinas que professaram quando se converteram. Não ocorre isto com o verdadeiro cristão. Este não se envergonha nunca de seu arrependimento. Jamais se sentiria envergonhado da emoção que sentiu no avivamento.
Conclusão
1. Do dito nos damos conta de uma razão pela que há tanta religião que podemos chamar espasmódica na igreja.
Confundiram a convicção de pecado com a conversão; a tristeza segundo o mundo, com a tristeza segundo Deus que produz arrependimento para salvação, do que não há que ter remorso. Estou convencido, depois de anos de observação, que aqui temos a verdadeira razão do presente estado deplorável da Igreja em todo o país.
2. Vemos porque os pecadores baixo convicção sentem e pensam que é uma grande cruz o fazer-se cristão.
Crêem que é uma grande prova o renunciar a seus companheiros infiéis e o renunciar a seus pecados. Enquanto que, se seu arrependimento fosse verdadeiro, não considerariam que é uma cruz o renunciar a seus pecados. Lembro quais eram meus sentimentos quando vi pela primeira vez jovens que se faziam cristãos e se uniam a Igreja. Pensava que era uma coisa muito boa, em conjunto, o ter religião, porque com isso salvariam suas almas, e iriam ao céu. Mas naquele tempo sempre me parecia que era uma coisa muito triste. Nunca sonhava que depois estes jovens iam ser totalmente felizes. Creio que é comum crer que, ainda que a religião é algo bom em conjunto, e bom ao final, não é possível ser feliz na religião. Tudo isso é devido a uma equivocação feita com respeito à verdadeira natureza do arrependimento. Não compreendem que o verdadeiro arrependimento conduz a um aborrecimento daquelas coisas que se amava antes. Os pecadores não vêem que seus amigos que se fazem verdadeiros cristãos, sentem aborrecimento por toda classe de frivolidades e loucuras, bailes e festas mundanas, e as diversões pecaminosas e que o amor destas coisas é crucificado.
Conheci a uma jovem que se converteu a Deus. Seu pai era um homem orgulhoso, mundano. Ela antes se vestia com grande luxo, ia a uma escola de dança e aos bailes. Depois de converter-se seu pai não queria que ela abandonasse estas coisas. Tentou obriga-la a ir. Ele mesmo a acompanhava à escola de dança e a obrigava a bailar. A jovem tinha que faze-lo e muitas vezes enquanto estava na pista caia em choro pela dor e o aborrecimento que sentia por tudo aquilo. Por que? Porque se arrependia verdadeiramente destas coisas, com um arrependimento pelo qual não tinha pesar. Como lembraria esta jovem, o ver-se naquele ambiente, a seus antigos companheiros, e como aborreceria a alegria anterior, e como desejaria encontrar-se em uma reunião de oração e ser feliz nela? Esta é a equivocação do impenitente, ou aquele que só tem sentido a tristeza segundo o mundo, com respeito ao cristão verdadeiro e sua felicidade.
3. Aqui podemos ver o que passa aos cristãos professos que crêem que é uma cruz o ser muito rigoroso na religião.
Estas pessoas estão pondo sempre desculpas por seus pecados e defendendo certas práticas que não estão de acordo com a religião estrita. Mostram que ainda amam ao pecado e seguirão nele enquanto e até onde se atrevem. Se fossem verdadeiros cristãos, o aborreceriam e considerariam que é uma cruz o serem arrastados a ele.
4. Aqui se vê a razão pela que alguns não sabem o que é gozar da religião.
Não estão contentes e alegres na religião. Estão apenados porque têm que separar-se de tantas coisas que amam, ou porque têm que renunciar a certa quantidade de dinheiro. Encontram-se como em brasas constantemente. Em vez de regozijar-se em toda oportunidade de negar-se a si mesmo, e gozar-se na verdade, por mais crua que seja, é uma grande prova que lhes digam que façam seu dever, quando este interfere com suas inclinações e hábitos. A pura verdade lhes molesta. Por que? Porque seus corações não desfrutam fazendo seu dever. Se gostassem dariam graças por cada oportunidade de faze-lo, e isto lhes fariam felizes.
Sempre que você vê essas pessoas, se eles se sentem exprimidos e angustiados porque a verdade pressiona eles, se seus corações não se renderam e na prosseguiram com a verdade, HIPÓCRITA é o nome de todos esses professos de religião. Se você vê que eles estão angustiados como pecadores ansiosos, e que quanto mais você indica os pecados deles mais eles ficam angustiados, você pode ter certeza, que eles nunca se arrependeram realmente de seus pecados, nem se entregaram para Deus.
5. Vemos porque muitos convertidos professos, que ao tempo de sua conversão davam mostras de encontrarem-se afetados por ela de grande maneira, depois se tornam apóstatas.
Sentiam-se profundamente convencidos e molestados, e depois que encontraram alívio seu gozo foi grande e foram felizes durante um tempo. Mas, pouco a pouco, declinaram, e finalmente se apartaram. Na realidade, ainda que alguns chamem isto o cair da graça, a verdade é que se apartaram dentre nós porque não eram dos nossos. Nunca tinham se arrependido com o arrependimento que destrói a disposição para o pecado.
6. Por isso os que tornam atrás são tão desgraçados.
Talvez alguém infira que eu suponho que todos os verdadeiros cristãos são perfeitos no que digo sobre a disposição ao pecado, que é destruída e mudada. Não pode-se tirar esta inferência. Há uma diferença radical entre o cristão que volta atrás e o hipócrita que volta de sua profissão. O hipócrita ama o mundo e se goza regressando ao mesmo. Pode ter algo de temor e de remorso, e de apreensão sobre sua perda de caráter, mas depois de tudo ama o pecado. Não é este o caso do cristão que volta atrás. Este perde seu primeiro amor, logo cai numa tentação e entra em pecado. Mas não o ama; se sente amargurado por ele; infeliz e afastado do lar. Naqueles momentos não possui o Espírito de Deus, nem o amor de Deus em exercício que lhe impede cair em pecado, mas não ama o pecado; se sente desgraçado. É muito diferente do hipócrita. Aquele, quando abandona o amor de Deus, pode ser entregue a Satanás durante um tempo, para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo, mas não pode voltar a gozar do pecado como antes, nem deleitar-se como antes nos prazeres do mundo. Não pode submergir na iniqüidade. Enquanto continua vagueando, é um miserável. Se há um assim aqui esta noite, você sabe disso.
7. Compreende-se porque os pecadores convencidos temem prometer que vão a renunciar a seus pecados.
Dizem que não se atrevem a faze-lo, porque têm medo de que não poderão cumprir a promessa. Esta é a razão: "Amam ao pecado". O alcoólico sabe que ele gosta de rum, e ainda que possa ver-se constrangido a cumprir sua promessa e abster-se do mesmo, contudo, seu apetite o deseja. E o mesmo ocorre com o pecador convencido. Sente que ama o pecado, que seu contato com o pecado não foi quebrado ainda, e não se atreve a dar sua promessa.
8. Por isso alguns que professam religião se opõem às promessas.
É pelo mesmo princípio. Amam tanto a seus pecados que sabem que seus corações procurarão encontrar satisfação e temem prometer renunciá-los. É por isso que muitos que dizem ser cristãos recusam unir-se à igreja. A razão secreta é que sentem que seus corações ainda desejam o pecado, e não se atrevem a entrar sob as obrigações do pacto da igreja. Não querem estar submetidos à disciplina da igreja no caso que pequem. Este homem sabe que é um hipócrita.
9. Os pecadores que têm tristeza do mundo podem ver agora onde está a dificuldade, e qual é a razão pela que não se convertem.
Suas opiniões intelectuais do pecado podem ser tais que se seus corações correspondessem às mesmas seriam cristãos. E talvez pensem que o seu é um arrependimento verdadeiro. Mas se estivessem dispostos a renunciar ao pecado, não teriam medo de dar a promessa e fazer o mundo saber que a fizeram. Se algum dos tais está aqui que passe adiante e sente-se neste banco. Se você está disposto a renunciar ao pecado, está disposto a fazer uma promessa, e disposto que todo mundo saiba que o fez. Mas se você resiste a convicção, quando teu entendimento está iluminado para ver o que você tem que fazer, e teu coração vai ainda atrás dos pecados, trema, pecador, diante da perspectiva que te espera. Tuas convicções não te servirão para nada, só te servirão para fundir-te mais no inferno por tê-las resistido.
Se você está disposto a renunciar a teus pecados, você pode mostrá-lo na forma que disse. Mas se ainda ama a teus pecados e quer retê-los, você pode seguir sentado em teu assento. E agora: "Vamos dizer a Deus em oração que estes pecadores não estão dispostos a renunciar a seus pecados, e que ainda que estão convencidos de estar no erro, amam seus ídolos e querem segui-los?" Que o Senhor tenha misericórdia deles, porque seu destino é terrível.
http://www.gospeltruth.net/Port/ltpc09_36_verdadeiro_falso.htm

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Estudo aponta abstinência sexual antes do casamento como fator positivo para um bom relacionamento

Um estudo feito nos Estados Unidos com mais de duas mil pessoas afirma que casais que praticaram abstinência sexual até a noite de núpcias deram notas 22% mais altas para a estabilidade do relacionamento, a nota para a satisfação com o relacionamento também foi 20% maior entre os mesmos, assim como questões relacionadas à qualidade da vida sexual e comunicação entre os cônjuges.
A mesma pesquisa aponta que casais que esperaram um tempo para ter relações sexuais, mas as tiveram antes do casamento tiveram cerca de metade dos benefícios observados pelos demais  pacientes.
O estudo foi financiado pela Igreja Mórmon, porém o pesquisador afirma que não houve influencia religiosa na pesquisa.
Por mais incrível que isso possa parecer,essa pesquisa nos mostra como Deus quer o bem para nós.
Acabamos de ver que quando Deus diz que quer pureza sexual até o casamento (Gên. 39: 7-21, 2 Sm 13: 12, At 15: 20, 1 Co 6: 13-18, 1 Co 7: 2-3, 1 Tes 4: 3), Ele está também querendo fazer com que,desta forma,possamos ser mais felizes com o nosso cônjuge.
*Com informações do UOL Ciência e Saúde.