O que queremos alcançar em função do propósito eterno:
Gálatas 4.19 “até ser Cristo formado em vós”
Efésios 4.13 “à medida da estatura da plenitude de Cristo”
Colossenses 1.28 “a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo”
2 Timóteo 3.16 “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”
O propósito de Deus é que cada filho seu seja formado à imagem de Cristo, que cresça até alcançar a estatura de seu Filho; que seja edificado até ser um homem perfeito, maduro e completo. Esta qualidade de vida e estatura espiritual deve manifestar-se e desenvolver-se em todas as áreas de sua vida; em todas as suas responsabilidades, funções e relações, sobretudo em seu caráter e em suas atitudes diante de Deus e seus semelhantes.
As áreas mais importantes em que se devem observar estas coisas são: na família, no trabalho, no tratamento com seu próximo, na área sexual, na administração do dinheiro, na moral e ética, na sua relação com Deus e nas provações.
O obreiro do Senhor deve ser humilde, manso, paciente, com domínio próprio, amável, cheio de amor, misericordioso, bom, generoso, serviçal, compassivo, hospedeiro, respeitoso, diligente, trabalhador, responsável, crente fiel, estável, corajoso, fervoroso, prudente, equilibrado, decoroso, ordeiro, digno, etc.
Deus quer conduzir cada discípulo a passar pelos estágios de 1 João 2.12-14 e Hebreus 5.12-14:
(Ler também 1 Coríntios 3.1; 13.11; 14.20; Efésios 4.14; 1 Pedro 2.1)
1.º) FILHINHOS (perdão e paternidade) – crianças na fé; crianças em Cristo; recém nascidos, carnais em Cristo, necessitam de leite espiritual, dos princípios elementares de Cristo. São meninos quanto ao juízo; com ciúmes, contendas, andam segundo o homem, agitados de um lado para outro.
2.º) JOVENS (força e vitória) – permanecem na palavra de Deus, por isso são fortes e aprendem a vencer o maligno com suas acusações e mentiras.
3.º) PAIS (intimidade e autoridade) – adultos, maduros, espirituais, mestres, homens amadurecidos quanto ao juízo; alimentam-se de alimento sólido; conhecem de coração aquele que existe desde o princípio, através de um relacionamento íntimo de confiança e comunhão com o Senhor (Filipenses 3.10).
“Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” (Hebreus 5.14)
SER MADURO NÃO É SER PERFEITO, PORÉM É SER RESPONSÁVEL, É PENSAR NO OUTRO ANTES DE PENSAR EM SI MESMO; É FAZER SACRIFÍCIOS!
SE NÃO HOUVER RESPONSABILIDADE, NÃO HÁ MATURIDADE!
SE NÃO HOUVER RESPONSABILIDADE, NÃO HÁ MATURIDADE!
Ser discipulador é ser pai / mãe espiritual, assumindo uma paternidade espiritual consciente, específica, responsável e verdadeira. Não é um vínculo nominal, formal ou por “status”, porém é um compromisso de vida para edificação, cuidado, amparo, zelo, ensino, frutificação. Não é algo leviano ou superficial, É DAR A PRÓPRIA VIDA EM FUNÇÃO DO OUTRO.
1 Coríntios 4.14,17 “...filhos meus amados”
“...meu filho amado e fiel no Senhor...”
1 Tessalonicenses 2.7-12 “...como pai a seus filhos, a cada um de vós...”
Sendo pai/mãe, o objetivo não é criar uma dependência dos discipuladores, porém é levar discípulo a uma dependência cada vez maior de Cristo Jesus, nosso amado mestre, através da intimidade com o Espírito Santo, e cada vez menos dependência nossa:
- Com “filhinhos”, há uma dependência grande, quase total. Precisamos tomar iniciativa e buscá-lo continuamente. Precisam de orientações e tarefas bem claras e definidas.
- Com “jovens”, há uma adolescência espiritual. Necessitam de mais espaço e confiança. Autoridade delegada de perto, com muita supervisão, estímulo e correção.
- Com “pais”, tornam-se companheiros maduros, com os quais se reparte a carga e o coração. Filhos maduros, huios (ver Tito em 2 Coríntios 8.16,17,23,24).
2. A transformação de vidas compete a Deus.
Transformar os pecadores filhos de Adão em homens santos não é tarefa que nos compete, e sim a Deus. Só ele pode mudar (transformação) o homem orgulhoso, rebelde e egoísta em um novo homem, manso e humilde.
Não só o novo nascimento é obra do Espírito Santo, como também o crescimento e a transformação de vidas à imagem de Jesus, é pelo Espírito do Senhor (2 Coríntios 3.18). De modo que nem o que planta, nem o que rega, mas Deus é que dá o crescimento.
Por isso é fundamental que cada discípulo tenha uma forte comunhão com Deus – através da palavra e da pessoa do Espírito Santo – recebendo em sua vida, pela fé, a ação transformadora do Espírito Santo, pois se sua relação for unicamente com seus discípulos, de nada servirá (2 Coríntios 3.7).
3. A responsabilidade do discipulador
Paulo declara que “nós somos colaboradores de Deus” (2 Coríntios 3.8). Se é certo que nem o que planta nem o que rega é alguma coisa, devemos plantar e regar. Somos cooperadores de Deus. Deus opera e faz sua parte; nós também devemos operar e fazer a nossa parte. Nossa ação nunca pode substituir a ação de Deus; tampouco a ação de Deus nos exime de nossa responsabilidade. Especificamente, qual é a nossa responsabilidade na formação dos discípulos?
- Estar com eles (Marcos 3.14)
- Ser exemplo (1 Coríntios 11.1; 1 Timóteo 4.12)
- Amá-los (João 13.34)
- Conhecê-los (João 10.14)
- Ensinar-lhes todo o conselho de Deus (Atos 20.27; 1 Coríntios 4.17; 2 Timóteo 1.13)
- Instruí-los (2 Timóteo 2.2)
- Animá-los (2 Timóteo 1.3-7)
- Corrigi-los (Tito 2.15)
- Adverti-los, repreendê-los (1 Timóteo 5.20; 2 Timóteo 4.2)
- Discipliná-los (Hebreus 12.7-11)
- Orar por eles (Colossenses 1.9; 4.12; 2 Timóteo 1.3)
- Honrá-los (João 12.26)
- Ser amigos (João 15.15)
- Dar a vida por eles (João 10.11)
Ouvi-los intencionalmente, ativos, concentrados com atenção e aceitação. “Ouvir significa compreender a maneira pela qual a outra pessoa vê a situação”.
Levá-los a tomar decisões: não significa tomar decisões por eles, o que não é sadio, mas caminhar juntos em cada problema, mostrando situações e apontando soluções, ensinando a ouvir de Deus.
Devemos atuar com os irmãos que estão sob nosso cuidado com toda diligência, responsabilidade, amor e autoridade. Que possamos ter o mesmo zelo que Paulo, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.
http://www.igrejabatistadotirol.com.br/juvenil/default.asp
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